Brasão da Família LEMOS
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| Representação do Brasão da Família Lemos Foto: Palácio Nacional de Sintra |
Há meses, em Pelotas, fui tocada pela nostalgia e acabei comprando na Feira das pulgas do Mercado Público um quadrinho com um brasão que, segundo o vendedor, era da minha família.
O passeio eu recomendo, Satolep é uma cidade muito charmosa.
Segue o link do Mercado Público de Pelotas.
Quanto ao brasão, confesso que fiquei com dúvida da autenticidade do símbolo.
Agora, da chegada de uma colega e amiga da Europa, me relatou da visita à cidade de Sintra.
Logo me veio à cabeça a cidade que eu imaginava nas leituras obrigatórias... aquela beleza que todos os livros que lemos no colégio mencionavam: Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, José de Alencar...
O deleite foi imediato!
Ela contou da visita ao Palácio Nacional de Sintra e que encontrou, na Sala das Armas, a representação de 72 brasões de famílias da época.
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| Quadro que eu comprei na Feira das Pulgas do Mercado Público de Pelotas Foto|: Cristina Lemos |
Queria comparar com esse aí do lado.
E encontrei a seguinte definição:
"O Rei Dom Manuel I, o Venturoso (1495 a 1521), foi quem fez reunir pelo reino de Portugal todos os brasões, insígnias e letreiros, para acabar com o livre arbítrio no uso das armas e concessão de brasões. Com este material, transcrito e falado, planeou fazer um livro onde fossem pintados os brasões. Consta que existiram três livros de brasões, dos quais restaram apenas dois.
O Livro Antigo dos Reis d’Armas, escrito por António Godinho, escrivão da Câmara Real, teria desaparecido quando um terremoto destruiu o Cartório da Nobreza. Restaram o Livro do Armeiro-Mor, datado de 15 de agosto de 1509, escrito por João Rodrigues, Rei de Armas de Portugal e o Livro da Torre do Tombo, escrito pelo Bacharel Antonio Rodrigues, também Rei de Armas de Portugal.
Veja aqui o seu Brasão de Família representado em Sintra
Essa é a disposição no teto da Sala das Armas
Vale a pena visitar, via web (por enquanto). A beleza do Palácio e a arquitetura são fascinantes.
A representação dos Brasões, levados por veados é qualquer coisa...
Na primeira fila (na foto, a última do canto), no grupo do centro, à direita, é a vez do veado trazer a marca da minha família!
E viva a Heráldica!
O Livro Antigo dos Reis d’Armas, escrito por António Godinho, escrivão da Câmara Real, teria desaparecido quando um terremoto destruiu o Cartório da Nobreza. Restaram o Livro do Armeiro-Mor, datado de 15 de agosto de 1509, escrito por João Rodrigues, Rei de Armas de Portugal e o Livro da Torre do Tombo, escrito pelo Bacharel Antonio Rodrigues, também Rei de Armas de Portugal.
Após a conclusão da obra o Rei mandou pintar o tecto da Sala dos Brasões no Paço Real de Sintra,
actualmente denominado Palácio Nacional de Sintra,
com os brasões das 72 principais famílias lusas da época, ilustres em honra, história e bens.
A execução ocorreu entre os anos de 1515 e 1520 e todos os brasões estão assentes no ventre de veados, sobre cujas cabeças repousa o timbre de cada família. No centro do tecto da sala, que mede 14 por 13 metros, encontram-se as armas do Rei, circundadas por seis brasões portugueses representando sua descendência masculina (os príncipes) e dois brasões em lisonja representando a sua descendência feminina (as princesas). Abaixo destes estão os setenta e dois brasões da mais notável nobreza da época, dispostos em ordem de importância." (grifo meu)
actualmente denominado Palácio Nacional de Sintra,
com os brasões das 72 principais famílias lusas da época, ilustres em honra, história e bens.
A execução ocorreu entre os anos de 1515 e 1520 e todos os brasões estão assentes no ventre de veados, sobre cujas cabeças repousa o timbre de cada família. No centro do tecto da sala, que mede 14 por 13 metros, encontram-se as armas do Rei, circundadas por seis brasões portugueses representando sua descendência masculina (os príncipes) e dois brasões em lisonja representando a sua descendência feminina (as princesas). Abaixo destes estão os setenta e dois brasões da mais notável nobreza da época, dispostos em ordem de importância." (grifo meu)
A – Armas do Rei Dom Manuel I, B – Infante Dom João, C – Infante Dom Luís,
D – Infante Dom Fernando, E – Infante Dom Afonso, F – Infante Dom Henrique,
G – Infante Dom Duarte, H – Infanta Dona Isabel, I – Infanta Dona Beatriz
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| Cúpula da Sala das Armas - Palácio de Sintra - Portugal Fonte: Vortex |
1 – Família Noronha,
2 – Família Coutinho,
3 – Família Castro,
4 – Família Ataíde,
5 – Família Eça,
6 – Família Meneses,
7 – Família Castro (da Penha Verde),
8 – Família Cunha,
9 – Família Sousa,
10 – Família Pereira,
11 – Família Vasconcelos,
12 – Família Melo,
13 – Família Silva,
15 – Família Andrade,
16 – Família Almeida,
17 – Família Manuel,
18 – Família Febos Moniz,
19 – Família Lima,
20 – Família Távora,
21 – Família Henriques,
22 – Família Mendonça,
23 – Família Albergaria,
24 – Família Almada,
25 – Família Azevedo,
26 – Família Castelo-Branco,
27 – Família Abreu,
28 – Família Brito,
29 – Família Moura,
30 – Família Lobo,
31 – Família Sá,
32 – Família Corte-Real,
33 – Família Lemos,
34 – Família Ribeiro,
35 – Família Cabral,
36 – Família Miranda,
37 – Família Tavares,
38 – Família Mascarenhas,
39 – Família Sampaio,
40 – Família Malafaia,
41 – Família Meira,
42 – Família Aboim,
43 – Família Carvalho,
44 – Família Mota,
45 – Família Costa,
46 – Família Pessanha,
47 – Família Pacheco,
48 – Família Sotomaior,
49 – Família Lobato,
50 – Família Teixeira,
51 – Família Valente,
52 – Família Serpa,
53 - Família Gama,
54 – Família Nogueira,
55 – Família Bethancourt,
56 – Família Góis,
57 – Família Pestana,
58 – Família Barreto,
59 – Família Coelho,
60 – Família Queiroz,
61 – Família Ferreira,
62 – Família Sequeira,
63 – Família Cerveira,
64 – Família Pimentel,
65 – Família Góis,
66 – Família Arca,
67 – Família Pinto,
68 – Família Gouveia,
69 – Família Faria,
70 – Família Vieira,
71 – Família Aguiar,
72 – Família Borges
Essa é a disposição no teto da Sala das Armas
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| Fonte: Parques de Sintra.pt |
Vale a pena visitar, via web (por enquanto). A beleza do Palácio e a arquitetura são fascinantes.
A representação dos Brasões, levados por veados é qualquer coisa...
Na primeira fila (na foto, a última do canto), no grupo do centro, à direita, é a vez do veado trazer a marca da minha família!
E viva a Heráldica!





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